A caderneta de poupança apresentou um saldo positivo em maio deste ano, com entradas líquidas de R$ 2,6 bilhões. Este é o primeiro resultado positivo registrado em 2024, revertendo a tendência de mais saques do que depósitos que vinha sendo observada nos últimos anos.

De acordo com o Banco Central (BC), os depósitos somaram R$ 368,4 bilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 365,8 bilhões no mês passado. Os rendimentos creditados nas contas contribuíram com R$ 6,2 bilhões, elevando o saldo total da poupança para pouco mais de R$ 1 trilhão.

A entrada líquida em maio marca uma inversão significativa após períodos de retiradas expressivas. Em 2023, as saídas líquidas atingiram R$ 87,8 bilhões, e no ano passado, o saldo negativo chegou a R$ 85,6 bilhões. Este ano, até o momento, a caderneta acumula R$ 39,1 bilhões em retiradas líquidas.

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A persistência da taxa Selic em patamares elevados tem sido apontada como um dos fatores que incentivam os investidores a buscar aplicações com maior rentabilidade em detrimento da poupança.

Manutenção da Selic e seus impactos

A taxa básica de juros, Selic, permaneceu em 15% ao ano de junho de 2025 até março deste ano, o nível mais alto em quase duas décadas. Essa alta taxa estimula a migração de recursos para outros investimentos.

Na reunião de abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC promoveu um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, reduzindo-a para 14,5% ao ano. Apesar das incertezas globais e das expectativas de inflação, o ciclo de cortes foi mantido, embora sem previsões claras sobre a trajetória futura dos juros.

A Selic é a ferramenta primordial do BC para atingir a meta de inflação de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança, visando controlar a demanda e, consequentemente, os preços.

A inflação oficial em abril foi de 0,67%, impulsionada principalmente pelos preços dos alimentos. O IPCA acumulado em 12 meses atingiu 4,39%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), permanecendo dentro da meta estabelecida.

Os resultados da inflação de maio serão divulgados pelo IBGE na próxima sexta-feira, dia 12.

FONTE/CRÉDITOS: Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil