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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026

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"Cabide de empregos" em Aparecida? MP investiga Câmara por driblar concurso Público em cargos técnicos

A investigação aponta que cargos fundamentais para o funcionamento da Câmara como advogado, contador e tesoureiro estariam sendo preenchidos por indicações políticas ("cargos de confiança"), o que afrontaria a Constituição Federal.

Foto: Reprodução
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A Câmara Municipal de Aparecida, no Sertão paraibano, entrou no radar do Ministério Público da Paraíba (MPPB) sob uma acusação grave: a possível ocupação ilegal de cargos estratégicos por servidores comissionados (de livre nomeação), em vez de profissionais concursados.

O inquérito civil, instaurado pela promotora Flávia Cesarino de Sousa Benigno, da 4ª Promotoria de Justiça de Sousa, mira a estrutura administrativa da Casa Legislativa e questiona a falta de concursos para funções que exigem rigor técnico e impessoalidade.

A investigação aponta que cargos fundamentais para o funcionamento da Câmara como advogado, contador e tesoureiro estariam sendo preenchidos por indicações políticas ("cargos de confiança"), o que afrontaria a Constituição Federal.

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De acordo com o MPPB:

  • Natureza Técnica: As funções de contador e advogado são estritamente profissionais e administrativas, não possuindo "natureza política".

  • O Caso do Tesoureiro: A promotora enfatiza que a tesouraria lida com recursos públicos e não deve ser um cargo de assessoramento ou chefia política, mas sim uma atividade burocrática técnica.

  • Doutrina do STF: O inquérito cita teses do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que proíbem o uso de cargos comissionados para atividades operacionais ou técnicas.

"Cargos em comissão devem se limitar a funções de direção, chefia ou assessoramento, não se prestando ao desempenho de atividades burocráticas, técnicas ou operacionais", destaca o documento, citando a jurisprudência máxima do país.

A promotora Flávia Cesarino já oficializou o pedido de informações ao presidente da Câmara de Aparecida. O tom da investigação é de alerta máximo: o Ministério Público advertiu que qualquer tentativa de recusa, retardamento ou omissão no envio dos dados solicitados pode ser configurada como crime.

A investigação busca saber:

  1. Quem ocupa os cargos atualmente?

  2. Qual o critério de seleção utilizado?

  3. Por que não houve a realização de concurso público para essas vagas específicas?

Se as ilegalidades forem confirmadas, o MPPB pode recomendar a exoneração imediata dos servidores e obrigar a Câmara a realizar concurso público, além de possíveis sanções por improbidade administrativa contra os responsáveis pela manutenção do esquema.

FONTE/CRÉDITOS: PBAlerta
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