Nos primeiros dois meses de 2024, o Brasil registrou um volume inédito de novos pequenos negócios. Dados compilados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a partir de informações da Receita Federal, indicam que mais de 1,033 milhão de formalizações foram efetuadas em janeiro e fevereiro, englobando microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.

Este desempenho representa um crescimento de 3% em comparação com o recorde anterior, estabelecido no primeiro bimestre de 2025. Conforme a análise do Sebrae, essas três categorias de empreendimentos foram responsáveis por impressionantes 97,3% do total de registros de pessoas jurídicas formalizadas em território nacional.

A categoria de microempreendedor individual (MEI) demonstra uma liderança expressiva na abertura de novos negócios, respondendo por 79,5% das formalizações. As microempresas vêm em segundo lugar, com 17%, seguidas pelas pequenas empresas, que totalizam 3,5%. A principal distinção entre essas modalidades reside no volume de faturamento anual e no número de colaboradores.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Concebida para formalizar autônomos, a modalidade MEI destina-se a empreendedores que atuam em atividades específicas, com um limite de faturamento anual de até R$ 81 mil e a possibilidade de contratar, no máximo, um funcionário.

Diferentemente dos MEIs, micro e pequenas empresas possuem maior capacidade de contratação. As microempresas podem faturar até R$ 360 mil por ano, enquanto as pequenas empresas alcançam um faturamento de até R$ 4,8 milhões anuais. Conforme dados do Sebrae de 2025, esses negócios foram cruciais para o mercado de trabalho, gerando mais de 80% do saldo de empregos no país no ano anterior.

Analisando exclusivamente os microempreendedores individuais, observa-se que a maior parte deles se concentra no setor de serviços. Em fevereiro, 65% dos novos MEIs se dedicavam a atividades dessa área, seguidos por 19,6% no Comércio, 7,6% na Indústria e 6,8% na Construção Civil.

Um levantamento detalhado das atividades mais recorrentes entre os microempreendedores revelou a predominância de serviços de malote e entrega, transporte rodoviário de carga e publicidade. Já no segmento de micro e pequenas empresas, a abertura de negócios em áreas como atenção ambulatorial por médicos e odontólogos, serviços combinados de escritório e apoio administrativo, e outras atividades de saúde (excluindo médicos e odontólogos) foi particularmente notável.

FONTE/CRÉDITOS: Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil