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O crime que chocou moradores de Marizópolis, no Sertão da Paraíba, na tarde desta quinta-feira (16), ganha contornos ainda mais graves à medida que as investigações avançam. A morte de Maria Elias Neta, de 35 anos, conhecida como “Maria Gorda”, está sendo tratada pelas autoridades como uma possível execução.
De acordo com o delegado do Grupo Tático Especial (GTE) de Sousa, Paulo de Tarso, a versão apresentada pelo principal suspeito, Eduardo Lima Gomes, o “Dudu Demônio”, de que teria agido em legítima defesa, foi descartada após análise inicial da perícia.
Segundo o delegado, os elementos colhidos no local indicam que os disparos partiram de dentro da residência para fora, o que enfraquece completamente a alegação de que o suspeito estaria reagindo a uma suposta agressão externa.
Além da vítima fatal, outras quatro pessoas ficaram feridas durante o ataque, aumentando ainda mais a gravidade do caso e o clima de tensão na região.
Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi a descoberta de drogas prontas para comercialização dentro da casa onde ocorreu o crime. No local, também foi encontrado o verdadeiro documento de identidade do companheiro da vítima, que, segundo a polícia, é foragido da Justiça do Distrito Federal e utilizava identidade falsa.
A prisão de Eduardo Lima Gomes ocorreu poucas horas após o crime. Ele foi localizado por policiais militares do 6º BPM enquanto tentava se esconder em uma churrascaria às margens da BR-230, na saída de Cajazeiras, possivelmente tentando fugir para o estado do Ceará.
A principal linha de investigação aponta que o assassinato pode ter relação com disputas entre facções criminosas que atuam na região, o que reforça a preocupação com o avanço da violência no Sertão.
As investigações seguem em andamento, e a Polícia Civil deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias para esclarecer todos os detalhes e identificar possíveis envolvidos no crime.
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