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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) encarregada de apurar irregularidades no INSS se reunirá nesta sexta-feira (27), a partir das 9h, para a leitura e subsequente exame do seu relatório conclusivo. Se for apresentado um pedido de vista, solicitando um prazo adicional para análise do documento, a votação será postergada para sábado (28), data limite para o encerramento das atividades.
O encontro está agendado para ocorrer no plenário 2 da Ala Nilo Coelho, localizada no Senado Federal.
Consulte a pauta da reuniãoO senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside a CPMI, manifestou a expectativa de que a deliberação ocorra ainda no dia de hoje.
Conforme informado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), o documento final abrange aproximadamente 5 mil páginas e propõe o indiciamento de 228 indivíduos.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), membro da base governista, sinalizou que deverá submeter um relatório alternativo.
Os trabalhos da CPMI foram retomados após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de negar o pedido de prorrogação da comissão.
Rejeição da prorrogação
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) reverteu, na quinta-feira (26), por uma maioria de 8 votos a 2, a liminar concedida pelo ministro André Mendonça que havia determinado a extensão das atividades da CPMI do INSS.
A medida monocrática de André Mendonça havia sido proferida na terça-feira anterior (23), estabelecendo um prazo para que o Congresso Nacional providenciasse a viabilização da prorrogação.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) expressou seu desapontamento com a deliberação da Corte. "O que presenciei ali [no STF] foi um espetáculo de absurdos e incoerências. Existem inúmeros precedentes quando o assunto é de interesse do próprio STF", declarou.
Em contrapartida, o deputado Paulo Pimenta defendeu que os ministros do Supremo Tribunal Federal apenas reafirmaram os preceitos constitucionais. "Quando esta CPMI tenta desviar-se do seu objetivo, abandonar a investigação e fabricar 'factoides', ela expõe o próprio Parlamento e culmina em situações como a atual. A Constituição foi acatada, a democracia foi honrada", asseverou.
Ação judicial e a liminar
A iniciativa judicial que resultou na liminar de André Mendonça, posteriormente cassada pelo Plenário do STF, havia sido protocolada por Carlos Viana, Alfredo Gaspar e pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS).
Os parlamentares argumentavam que houve uma omissão por parte da Mesa Diretora do Congresso Nacional ao não dar prosseguimento ao requerimento de prorrogação das atividades.
Fundamentado na decisão liminar de Mendonça, o próprio Carlos Viana, na condição de presidente da CPMI, havia chegado a anunciar a prorrogação dos trabalhos da comissão.
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