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O Ministério Público Federal (MPF) acendeu o sinal vermelho para a segurança do complexo hídrico Coremas-Mãe d’Água, o maior reservatório da Paraíba. Uma Ação Civil Pública foi ajuizada contra o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), exigindo medidas imediatas para evitar uma tragédia e garantir o abastecimento de mais de uma centena de municípios.
O Perigo Invisível: Rachaduras e Infiltrações
Relatórios técnicos realizados entre 2014 e 2024 revelam um cenário preocupante na estrutura da barragem. Entre os problemas identificados estão:
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Rachaduras e desgaste severo no concreto;
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Infiltrações em diversos pontos da estrutura;
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Erosões e afundamentos nas encostas;
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Canais de drenagem entupidos e excesso de vegetação, o que dificulta a fiscalização.
Embora obras tenham começado em 2017, as falhas persistem, colocando o complexo em "Nível de Atenção".
A barragem não é apenas uma estrutura de engenharia; é o coração do abastecimento do Sertão. Um eventual rompimento causaria:
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Perda de vidas: A cidade de Coremas (14.683 habitantes) está na "zona de autossalvamento", onde o tempo de fuga é quase inexistente.
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Colapso hídrico: 112 municípios paraibanos ficariam sem água para consumo, agricultura e pecuária.
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Dano Ambiental e Econômico: O impacto seria irreversível para a bacia do Rio Piranhas-Açu.
O que o MPF exige?
O Ministério Público deu um prazo de 90 dias para o Dnocs implementar o Plano de Segurança e o Plano de Ação de Emergência (PAE). As medidas incluem:
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Instalação de sirenes de alerta;
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Criação de rotas de fuga e placas de sinalização;
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Realização de treinamentos e simulações com a comunidade.
"A falta de dinheiro não justifica deixar de garantir a segurança da população", afirmou o MPF, rebatendo o argumento do Dnocs de que seriam necessários R$ 8 milhões para executar os planos. Caso o prazo não seja cumprido, a multa diária prevista é de R$ 1.000,00.
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