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O delegado Rafael Bianchi, responsável pelas investigações da Operação Perfidus, fez duras declarações nesta terça-feira (2) ao comentar a prisão de policiais civis suspeitos de integrar um esquema criminoso ligado ao tráfico de drogas na Paraíba.
Questionado sobre a dificuldade de investigar colegas de profissão, Bianchi foi direto ao afirmar que sua missão dentro da Polícia Civil sempre foi combater o crime, independentemente de quem esteja envolvido.
“Eu não entrei na polícia para fazer amizade. Entrei para trabalhar e prender criminosos. A polícia não é uma fábrica de papel higiênico”, declarou o delegado, reforçando que a função da instituição é investigar e responsabilizar quem pratica crimes.
A operação, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, resultou na prisão do delegado Braz Morrone e de outros policiais civis suspeitos de utilizar a própria estrutura da corporação para favorecer atividades criminosas.
Segundo as investigações, os envolvidos teriam movimentado cerca de R$ 10 milhões em um esquema que incluía o repasse de informações sigilosas a traficantes, além da suposta subtração de drogas apreendidas para posterior comercialização com grupos rivais ou até mesmo com os próprios criminosos.
A apuração aponta ainda que os lucros obtidos com as ações ilegais eram divididos entre os integrantes da organização. Conversas interceptadas pelos investigadores indicariam que parte dos valores arrecadados seria destinada ao delegado preso, embora o montante exato ainda esteja sendo analisado.
Um dos investigadores detidos, apontado como líder do grupo, também é suspeito de orientar traficantes do Sertão para evitar ações policiais e possíveis prisões.
As investigações tiveram início em 2025, após a denúncia de um traficante que alegou ter sido vítima de roubo praticado por policiais. A partir daí, os órgãos de inteligência passaram a monitorar o grupo e identificaram indícios de que os suspeitos utilizavam viaturas e a autoridade do cargo para dar aparência de legalidade às ações criminosas.
A declaração de Rafael Bianchi repercutiu nos bastidores da segurança pública e reforçou o posicionamento da Polícia Civil de que não haverá proteção para agentes envolvidos em práticas criminosas, independentemente do cargo ocupado dentro da instituição.
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