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Na manhã desta quarta-feira (8), a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba (SEAP-PB) realizou uma operação de transferência de 29 detentos que cumpriam pena no presídio do município de Uiraúna, no Sertão do estado. A ação contou com um forte esquema de segurança da Polícia Penal.
Os apenados estão sendo redistribuídos para unidades prisionais nas cidades de Sousa e Cajazeiras. A medida faz parte do processo de desativação do presídio de Uiraúna, decisão tomada pelo Governo do Estado.
A desativação da unidade ocorre em um contexto mais amplo de perda de estruturas institucionais no município. Nos últimos anos, Uiraúna já havia deixado de contar com o Fórum, a Comarca Eleitoral e o Ministério Público. Agora, com o esvaziamento e fechamento da cadeia pública, o município perde mais um órgão considerado essencial.
A desinstalação da Comarca de Uiraúna, ocorrida em 29 de julho de 2020 por determinação do Tribunal de Justiça da Paraíba, foi um dos marcos desse processo. Com o encerramento das atividades judiciais na cidade, o Estado avançou também na desativação da unidade prisional.
A decisão gerou insatisfação entre familiares dos detentos, que apontam dificuldades com a distância das novas unidades, o que pode impactar visitas e o acompanhamento dos internos.
O presídio de Uiraúna tem uma longa história. Desde 1958, o município contava com a cadeia pública, que ao longo das décadas serviu como unidade de custódia para presos da região. Atualmente, o local operava com sete agentes penitenciários responsáveis pela segurança.
Com a sequência de perdas institucionais, cresce a preocupação entre moradores. Avaliações locais apontam que, quando uma cidade perde suas instituições, há impactos diretos na representatividade, no desenvolvimento e na percepção de relevância regional do município.
Segundo estimativa, a população de Uiraúna em 2025 é de aproximadamente 15.431 habitantes número que reforça o alerta diante da redução de serviços públicos estruturantes.
Outro ponto levantado por moradores é o silêncio de representantes públicos diante das mudanças. Há cobranças direcionadas tanto ao Poder Executivo quanto ao Legislativo municipal, que, segundo relatos, ainda não se posicionaram de forma mais contundente sobre a sequência de perdas enfrentadas pela cidade.
Com a desativação do presídio, encerra-se um ciclo de mais de seis décadas da presença do sistema prisional em Uiraúna, marcando mais um capítulo nas transformações administrativas do município.
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