A direção da escola estadual E.C.I.E.E.M Nestorina Abrantes, localizada na cidade de Lastro, na região metropolitana de Sousa, anunciou a suspensão temporária das aulas após relatos de ameaças direcionadas ao ambiente escolar e à gestão da unidade. A decisão ocorre em meio à repercussão de denúncias de suposto assédio envolvendo estudantes e protestos realizados por alunos e familiares.

Segundo comunicado repassado à comunidade escolar nesta segunda-feira (25), o conselho da escola decidiu interromper as atividades presenciais até que haja reforço na segurança por parte da gerência responsável. Conforme informado, a medida foi adotada diante do clima de preocupação após acontecimentos recentes enfrentados pela instituição.

Ainda de acordo com a comunicação enviada aos pais e responsáveis, os estudantes que estavam em aula no turno da tarde permaneceriam normalmente na unidade até o encerramento das atividades do dia, podendo ser buscados pelos familiares no horário habitual.

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O caso ganhou grande repercussão após estudantes, mães e responsáveis realizarem um protesto cobrando providências diante de denúncias de supostos episódios de assédio relatados por alunas. Segundo informações divulgadas, já somam 17 relatos de supostas situações ocorridas dentro e fora do ambiente escolar. As denúncias seguem em fase de apuração pelas autoridades competentes.

Após a circulação de informações e especulações nas redes sociais, representantes da escola também divulgaram um esclarecimento público afirmando que, em nenhum momento, a instituição estaria acusando qualquer pessoa específica pelas supostas ameaças registradas.

No comunicado, a escola ressaltou que não atribui responsabilidade ao homem conhecido como “Dadinha” e afirmou acreditar que terceiros possam estar utilizando a situação para prejudicar tanto a imagem do investigado quanto a própria instituição de ensino. A gestão fez ainda um apelo para que a população evite disseminar acusações sem comprovação e reforçou que ameaças são situações graves que devem ser investigadas pelas autoridades.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil da Paraíba, sob responsabilidade do delegado Dr. Francisco Abrantes, e tramita sob sigilo. Em contato com a redação do Repórter Caveira, o advogado de defesa, Dr. Ozael Fernandes, informou que os investigados negam a autoria das acusações relacionadas ao caso.

Até o momento, não houve conclusão oficial das investigações, e os fatos seguem sendo apurados pelas autoridades responsáveis.

FONTE/CRÉDITOS: Por Repórter Caveira