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A empresária Leila Mejdalani Pereira, conhecida por sua atuação como presidente do Banco Crefisa e dirigente do Palmeiras, está entre os três indivíduos agendados para depor perante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta segunda-feira (9). A convocação ocorre em virtude de a Crefisa ter sido a instituição vencedora do processo licitatório para a gestão dos pagamentos de novos benefícios previdenciários.
Sua oitiva foi solicitada por meio de dois requerimentos aprovados, um deles de autoria do relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). O parlamentar justificou a necessidade de seu comparecimento após o depoimento prestado pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que levantou questões pertinentes à fiscalização.
Gaspar revelou ter efetuado uma pesquisa junto à Secretaria Nacional do Consumidor, que apontou as instituições financeiras com o maior número de queixas e inconformidades. Entre os bancos listados estavam: Crefisa, C6 Consignado, PicPay, Santander, BMG, Agibank, Daycoval, PAN, Master e Facta.
"A seriedade das questões levantadas foi tamanha que o próprio INSS se viu compelido a implementar uma medida extraordinária, suspendendo cautelarmente o contrato para a realização de novos pagamentos", declarou Gaspar em seu requerimento. Ele acrescentou que a decisão foi impulsionada por "reclamações contínuas de beneficiários e por alertas provenientes de diversas fontes e entidades".
C6 Consignado
O CEO do Banco C6 Consignado, Artur Ildefonso Brotto Azevedo, também está na lista de convocados, atendendo a um pedido do relator. Alfredo Gaspar ressaltou que a instituição financeira, que mantém um acordo de cooperação com o INSS, disponibiliza crédito consignado aos segurados da autarquia.
Nos últimos anos, o C6 Consignado tem sido frequentemente apontado como um dos bancos com o maior volume de reclamações na plataforma consumidor.gov.br, especialmente no que tange a crédito consignado, cartão de crédito consignado e reserva de margem consignável (RMC). O INSS, inclusive, detectou 324 mil contratos com a cobrança do chamado “clube de benefício”, uma prática considerada ilícita.
Dataprev
Para encerrar a rodada de oitivas, a CPMI prevê o depoimento de Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, presidente da Dataprev. Sua participação estava inicialmente programada para a última quinta-feira (5), mas a sessão foi adiada em decorrência de um problema de saúde do relator.
A solicitação para sua convocação partiu de requerimentos apresentados pelos senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Carlos Viana (PSD-MG), que preside a CPMI. Os parlamentares argumentam que a Dataprev tem sido alvo de indagações acerca de deficiências operacionais e de fragilidades na segurança cibernética.
O objetivo dos senadores é abordar as providências para a salvaguarda dos dados dos cidadãos, com foco especial nos beneficiários do INSS, e aprimorar a governança digital no âmbito previdenciário. Adicionalmente, pretendem debater as falhas persistentes na plataforma Meu INSS.
A sessão, que promete ser interativa, está agendada para as 16 horas e ocorrerá no plenário 2 da Ala Nilo Coelho, nas dependências do Senado Federal.
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