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O Tribunal do Júri da Comarca de Sousa realizou, nesta segunda-feira (18), o julgamento dos acusados pela morte de Aureliano Ferreira Lacerda, crime ocorrido em setembro de 2024, no município de Santa Cruz, no Sertão da Paraíba.
Após mais de 13 horas de sessão, o Conselho de Sentença decidiu condenar Maria Audineide Ferreira Lacerda, esposa da vítima, e Álamo Augusto da Silva Olinto pelo crime de homicídio qualificado, reconhecendo as qualificadoras de motivo torpe e emboscada.
Maria Audineide foi condenada a 16 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado. Já Álamo Augusto recebeu pena de 14 anos de prisão, também em regime fechado. O terceiro acusado, Alan Mateus da Silva, foi absolvido durante a votação dos quesitos apresentados em plenário.
O julgamento ocorreu na 1ª Vara Mista da Comarca de Sousa e foi presidido pelo juiz José Normando Fernandes. Na acusação atuaram os promotores Dra. Juliana e Dr. Rafael Bandeira, além do assistente de acusação Dr. Ozael Fernandes.
Na defesa de Maria Audineide atuaram os advogados Abdon Salomão e João Hélio. Já a defesa de Alan Mateus da Silva ficou sob responsabilidade do advogado José Policarpo Dantas Neto.
O crime
O caso aconteceu em setembro de 2024, quando inicialmente foi registrado como um suposto crime de latrocínio (roubo seguido de morte) na rodovia PB-359, no município de Santa Cruz, região de Sousa, nas proximidades de um parque de vaquejada.
Segundo informações repassadas na época, Aureliano seguia em uma motocicleta com sua companheira na garupa quando teria sido surpreendido por um homem às margens da pista pedindo que eles parassem. A vítima, no primeiro momento, não teria atendido ao pedido.
De acordo com o relato apresentado inicialmente pela mulher à polícia, instantes depois Aureliano teria decidido retornar ao local para perguntar se o homem precisava de ajuda. Nesse momento, o suspeito teria sacado uma arma de fogo e anunciado o assalto.
Ainda conforme a versão apresentada à época, Aureliano teria reagido à ação criminosa e acabou sendo atingido por disparos de arma de fogo. Após os tiros, o suspeito fugiu levando a carteira da vítima e uma quantia em dinheiro.
No entanto, após as investigações e o julgamento pelo Tribunal do Júri, a tese apresentada levou à condenação da esposa da vítima e de outro acusado por homicídio qualificado, com reconhecimento de motivo torpe e emboscada, mudando o rumo do caso que inicialmente havia sido tratado como latrocínio.
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