Na tarde desta sexta-feira (22), durante a reprodução simulada do trágico atropelamento que vitimou dois irmãos no bairro CEAP, em Sousa, o delegado responsável pelo caso, Paulo de Tarso, concedeu entrevista ao Repórter Caveira e explicou os procedimentos adotados pela investigação para esclarecer a dinâmica do acidente ocorrido em 20 de abril deste ano.

Segundo o delegado, a reprodução simulada tem como principal objetivo analisar a viabilidade das versões já reunidas ao longo da investigação e apontar quais circunstâncias possuem maior probabilidade de terem ocorrido.

“Estamos realizando uma perícia de reprodução simulada dos fatos com o intuito de verificar a viabilidade das versões encontradas até agora nos autos. Investigamos diferentes hipóteses de como o acidente ocorreu e essa perícia servirá para identificar quais são as mais prováveis”, explicou.

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Ainda conforme o delegado, a partir dos resultados técnicos será possível analisar eventual responsabilidade do motorista envolvido no acidente, verificando se havia possibilidade de prever ou evitar a tragédia.

O titular do caso destacou ainda que, inicialmente, o inquérito estava sob responsabilidade da delegacia competente em Sousa, mas devido à complexidade do caso e à forte repercussão social, as investigações foram transferidas ao Grupo Tático Especial (GTE) de Sousa.

“Em razão da complexidade e da comoção causada em nossa cidade, o caso foi deslocado ao GTE, onde passamos a realizar diversas diligências, exames periciais e levantamento de versões para compreender exatamente como ocorreu essa tragédia e dar uma resposta à família e à sociedade”, afirmou.

A reconstituição mobilizou uma grande estrutura operacional, envolvendo equipes da Polícia Civil da Paraíba, peritos criminais, apoio policial para isolamento da área e alunos em formação ligados à perícia e investigação criminal, devido à magnitude e complexidade do procedimento técnico.

Questionado pelo Repórter Caveira, sobre o prazo para conclusão do laudo pericial, o delegado informou que, após o encerramento dos trabalhos de campo, os peritos terão até 10 dias para finalizar o documento técnico.

“A equipe de perícia tem o prazo de 10 dias para a confecção do laudo. A partir disso, teremos mais elementos para analisar o que efetivamente pode ter acontecido”, detalhou.

Sobre questionamentos da população em relação à ausência do motorista durante a reconstituição, o delegado esclareceu que nenhuma pessoa investigada é obrigada a comparecer ou produzir provas contra si.

“Ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Ele poderia estar presente para acompanhar, mas isso não é obrigatório. A defesa técnica do investigado, porém, acompanha os atos para observação dos elementos que poderão ser analisados posteriormente”, explicou.

O repórter Caveira segue acompanhando de perto a movimentação no bairro CEAP e deve trazer novas informações sobre os desdobramentos da investigação do caso que comoveu toda a população de Sousa e da Paraíba.

FONTE/CRÉDITOS: Repórter Caveira