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O senador Carlos Viana (Podemos-MG) sinalizou a intenção de ler e submeter à votação o parecer final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta sexta-feira (27).
A declaração do presidente da CPMI ocorreu nesta quinta-feira (26), após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, por 8 votos a 2, a prorrogação do período de investigação.
A decisão do STF representa um contratempo para a estratégia do presidente da CPMI, que visava estender as atividades por até 120 dias. Inicialmente, o ministro André Mendonça, relator do caso na Corte, havia apoiado a solicitação do parlamentar.
Os ministros que votaram contra a extensão das atividades foram Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Edson Fachin. André Mendonça e Luiz Fux foram os únicos a se posicionarem a favor da continuidade da CPMI.
André Mendonça justificou seu voto favorável argumentando que os requisitos legais para a prorrogação, como o número mínimo de assinaturas de senadores e deputados, haviam sido cumpridos.
Em contrapartida, ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes expressaram críticas ao vazamento de conversas privadas encontradas nos aparelhos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master e alvo da CPMI.
Investigação
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito iniciou suas atividades em agosto de 2025 com o objetivo de apurar descontos não autorizados nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
A comissão também passou a investigar as supostas conexões do Banco Master com a liberação irregular de empréstimos consignados para beneficiários do INSS.
Recentemente, a CPMI foi alvo de acusações de ter divulgado conversas pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. As informações foram obtidas a partir de celulares apreendidos pela Polícia Federal e cedidos à comissão mediante autorização do ministro André Mendonça.
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