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Cláudio Castro (PL) deixou o comando do Executivo fluminense, anunciando sua renúncia ao cargo de governador do Rio de Janeiro. Sua intenção é disputar uma vaga no Senado Federal nas próximas eleições.
A cerimônia de despedida ocorreu na segunda-feira (23) no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, contando com a presença de diversos aliados.
Durante o evento, Castro declarou: “Encerro o meu tempo à frente do governo do Estado de cabeça erguida e de forma grata.”
O político foi reeleito em 2022, obtendo 4,9 milhões de votos no primeiro turno do pleito.
A renúncia acontece às vésperas da retomada, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do processo envolvendo a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação e Servidores Públicos do RJ (Ceperj).
Julgamento no TSE
Nesta terça-feira (24), o TSE dará continuidade ao julgamento do processo que solicita a cassação do mandato do ex-governador fluminense. A ação alega abuso de poder político e econômico durante sua campanha de reeleição em 2022.
Em novembro do ano anterior, a ministra Maria Isabel Galotti, relatora do processo, já havia votado pela cassação de Castro. Contudo, a análise foi interrompida por um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, que será o próximo a proferir seu voto.
Caso o voto da relatora seja confirmado, Castro poderá ser declarado inelegível por um período de oito anos, e novas eleições para o governo do estado seriam convocadas.
Sucessão e novas eleições
Devido à saída do vice-governador, Thiago Pampolha — que assumiu um posto no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) em 2025 — e ao afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, o comando interino do governo será exercido pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto.
Conforme a legislação vigente, o desembargador Ricardo Couto terá o prazo de dois dias para organizar uma eleição indireta. Nela, os 70 deputados estaduais deverão escolher, em até 30 dias, um nome para liderar o governo em um mandato-tampão, até que o próximo governador seja eleito nas eleições majoritárias de outubro.
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