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O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) anunciou nesta terça-feira (9) uma nova estratégia para o gerenciamento de seus recursos, que destinará fundos excedentes de custeio para o pagamento de benefícios previdenciários. A autarquia, responsável por aposentadorias e pensões de servidores estaduais, também informou a adoção de critérios de investimento mais prudentes. A decisão ocorre em um momento em que o Rioprevidência foi mencionado no Caso Master, sob suspeita de envolvimento em transações irregulares de letras de crédito.
Com a nova diretriz, os recursos do Fundo Administrativo que superarem 150% das despesas da autarquia nos 12 meses precedentes serão transferidos para cobrir aposentadorias e pensões ao final de cada mês. Esta medida, aprovada pela diretoria executiva em 2 de junho, tem o potencial de direcionar aproximadamente R$ 100 milhões para essa finalidade até o final do ano corrente.
A proposta será apresentada ao Conselho de Administração do Rioprevidência em sua próxima reunião ordinária, prevista para o final de junho. O diretor-presidente, Felipe Derbli, destacou que a iniciativa não apenas reforçará o caixa para o pagamento de benefícios, mas também atuará como um mecanismo de controle de despesas futuras.
Paralelamente, a diretoria executiva optou por uma política de investimentos mais conservadora para o Fundo Administrativo, priorizando aplicações de curto prazo e alta liquidez. O objetivo é aumentar a segurança na gestão dos recursos, evitando operações de maior risco.
“Não faz sentido expor os recursos destinados ao custeio administrativo do Rioprevidência a investimentos de longo prazo, que inerentemente carregam mais riscos”, declarou Felipe Derbli.
Investigações e o Caso Master
Em 26 de maio, a Polícia Federal deflagrou a oitava fase da Operação Compliance Zero, focada em apurar a alegada aplicação indevida de cerca de R$ 3 bilhões do fundo de pensão dos servidores fluminenses em Letras de Crédito e fundos geridos pelo Banco Master. O ex-governador Cláudio Castro está sob investigação neste contexto.
Um relatório preliminar da PF indica que, entre outubro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência realizou aportes de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master. Tais informações foram encaminhadas ao ministro do STF André Mendonça, relator do Caso Master.
Posteriormente, entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, foram efetuados novos investimentos, totalizando R$ 2,01 bilhões, em fundos estruturados pelo mesmo grupo, após a superação de obstáculos regulatórios.
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