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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, revelou nesta quinta-feira (28) um significativo aporte de cerca de R$ 60 bilhões em Sergipe, com o objetivo de duplicar a contribuição da Região Nordeste para a oferta nacional de gás natural. A expectativa é que a participação regional salte dos atuais 16% para 31% até 2035, marcando um avanço estratégico para a produção energética do país.
A declaração de Chambriard aos jornalistas antecipa os planos de investimento que serão formalmente anunciados nesta sexta-feira (29) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante sua visita oficial ao estado.
Os projetos centrais para Sergipe incluem a construção das novas plataformas Sergipe Águas Profundas (Seap) 1 e 2, bem como a implementação de um gasoduto essencial para o transporte do gás natural extraído das plataformas até o continente.
Segundo a presidente da estatal, essas plataformas representam uma inovação significativa, já que cada uma será equipada com uma Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) embarcada.
Chambriard enfatizou que essa tecnologia "viabiliza um projeto grandioso de valor inestimável para a produção de óleo e gás no Nordeste e para o Brasil de forma abrangente".
A Petrobras detalha que cada plataforma terá uma capacidade de produção diária de aproximadamente 100 mil barris de petróleo. Em conjunto, elas deverão gerar 22 milhões de metros cúbicos de gás, com 18 milhões desse volume sendo transportados para a costa através do gasoduto.
A construção das duas plataformas ficará a cargo da SBM Offshore. A previsão é que a produção de óleo comece em 2030, e a exportação de gás, em 2031.
Conforme informações da Petrobras, as negociações foram concluídas e os respectivos contratos estão em fase final de assinatura.
A SBM, vencedora do processo licitatório, será responsável pela operação das plataformas por um período de seis anos e meio, após o qual a propriedade será transferida para a Petrobras.
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Reabertura da fábrica de fertilizantes
Durante a visita a Sergipe, está prevista a reabertura da fábrica de fertilizantes nitrogenados (Fafen) no município de Laranjeiras. A expectativa é que essa unidade contribua com uma produção estimada de 7% dos fertilizantes nitrogenados necessários ao Brasil.
Em conjunto com outras unidades fabris localizadas em Mato Grosso do Sul, Paraná e Bahia, a capacidade de produção nacional de fertilizantes nitrogenados alcançará 35% da demanda do país.
Em um evento anterior, este mês, durante uma visita à Fafen em Camaçari, Bahia, o presidente Lula destacou a atual dependência do país da importação de grande parte dos fertilizantes.
Em seu discurso, Lula afirmou que "o Brasil, sendo um país agrícola e o segundo maior produtor de alimentos, necessita de fertilizantes". Ele enfatizou que "o país não pode continuar importando 90% dos insumos que a nossa agricultura demanda", defendendo que "o Brasil precisa ser dono do seu nariz e produzir seus próprios fertilizantes".
Chambriard também salientou um terceiro projeto relevante: o descomissionamento de 26 plataformas situadas em águas rasas.
Ela esclareceu que "essas plataformas operam em uma região de produção marítima há mais de 50 anos e estão chegando ao fim de seus ciclos de vida". A presidente da Petrobras ainda sublinhou que o processo de desativação dessas estruturas reflete o compromisso da empresa com a sustentabilidade ambiental.
No total, a Petrobras estima que os investimentos em todos esses empreendimentos no estado de Sergipe superarão R$ 72,5 bilhões, com a projeção de gerar 28 mil empregos, tanto diretos quanto indiretos.
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