Uma maioria de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou para derrubar uma lei estadual do Maranhão que permitia a pais e responsáveis vetar a participação de seus filhos em aulas sobre diversidade sexual e identidade de gênero. Essa decisão, que se desenrola em sessão virtual até as 23h59 desta sexta-feira (29), aponta para a inconstitucionalidade da norma e reforça a competência da União sobre o tema educacional.

Até o presente momento, seis dos 11 ministros manifestaram-se favoravelmente à derrubada da lei: Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cristiano Zanin e Flávio Dino. O processo de votação, realizado em formato virtual, tem previsão de encerramento às 23h59 desta sexta-feira, 29 de março.

A confirmação do resultado dependerá da ausência de pedidos de vista, que solicitam mais tempo para análise, ou de destaque, que remeteria o caso para julgamento no plenário físico do Tribunal.

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O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, salientou que o Supremo Tribunal Federal já havia invalidado uma legislação similar no Espírito Santo. Ele defende a manutenção do entendimento de que a competência para legislar sobre temas como gênero, identidade de gênero e orientação sexual no ambiente escolar é exclusiva da União.

Os ministros Cristiano Zanin e Edson Fachin votaram em conformidade com o relator, Gilmar Mendes. Contudo, ambos apresentaram uma ressalva importante: a decisão deveria impor às instituições de ensino a obrigação de garantir a adequação pedagógica e metodológica dos conteúdos e abordagens sobre gênero, identidade e orientação sexual, considerando as distintas etapas, níveis de ensino e estágios de desenvolvimento físico, emocional e intelectual dos alunos.

Até o momento, não foi formada uma maioria para determinar se a decisão final do STF incluirá ou não essa exigência específica para as escolas.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que questionou a legislação maranhense foi proposta por três importantes entidades: a Aliança Nacional LGBTI+, a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas e o Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes - Agência Brasil